A Crença de Zwinglio na Impecabilidade da Virgem Maria
- Dave Armstrong
- 28 de mai.
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Por Dave Armstrong
Ulrich Zwinglio (1484-1531) foi um dos fundadores do protestantismo.
Nota: como ele rejeitou a doutrina cristã ortodoxa do pecado original, não se pode dizer que ele tenha defendido a Imaculada Conceição de Maria, pois essa doutrina pressupõe a crença no pecado original (de modo que este tenha sido removido de Maria por meio da graça).
[As próprias palavras de Zwinglio estão em vermelho-vinho]
1) Hans Joachim Hillerbrand, em sua obra “Encyclopedia of Protestantism, Volume 3” (Taylor & Francis: 2004), declara:
Embora Zwinglio não tenha declarado explicitamente uma crença na concepção imaculada de Maria, ele enfatizou a ausência de pecado nela e o papel que Ela teve na pureza da concepção de Cristo. (p. 1173)
2) George Henry Tavard, em “The Thousand Faces of the Virgin Mary” (Liturgical Press: 1996), declara:
Embora não faça uma conexão explícita entre a concepção virginal e imaculada de Maria de seu Filho e a sua própria concepção imaculada, Zwinglio a chama de “imaculada”. Como ele também escreveu em sua obra De Vera et Falsa Religione, Ela [Maria] se encontrava sem “o menor vestígio de mácula”.
3) Gottfried Wilhelm Locher, em “Zwingli’s Thought: New Perspectives” (Leiden: EJ Brill: 1981), afirma:
Zwinglio chega ao ponto de afirmar: “Confio firmemente que Ela foi exaltada por Deus acima de todas as criaturas, seja dos homens bem-aventurados ou dos anjos em eterna bem-aventurança.” [ZI 424; H 1 159] (p. 88)
[...]fortes expressões que Zwinglio frequentemente usava para descrever a pureza de Maria (“immaculata” , “illibata” , “purissima” , etc.) [...] [Zwingli chega a dizer:] “Deus também santificou e purificou a mãe (do santo Filho), pois era apropriado que um Filho tão santo tivesse uma mãe tão santa”.
(p. 88; a versão original em latim também está documentada nesta página vinculada)
4) Raniero Cantalamessa, em “Mary: Mirror of the Church” (Liturgical Press: 1992), diz o seguinte:
Num sermão de 1524, Zwinglio chamou Maria de “a Pura Virgem Maria, Mãe da nossa Salvação”, e afirmou que, no que diz respeito a Ela, nunca “pensou, muito menos chegou a ensinar ou a afirmar publicamente qualquer coisa, mesmo a menor das ofensas, que pudesse ser considerado ímpio, desonroso, indigno ou mau com relação a Ela [Maria]”. ( p. 130 )
5) Andrew Pettegree, em “The Reformation: Critical Concepts in Historical Studies” (Taylor & Francis: 2004), ressalta.
[Zwinglio disse]: “...o corpo eternamente Puro de Maria ...” ( p. 287 )
6) Donald G. Bloesch, em “Jesus Christ: Savior e Lord” (Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press: 2006).
Zwinglio podia se referir a Maria como “a Mãe de Deus, a Virgem Maria perpetuamente pura e imaculada”. ( p. 117 )
Tradução de Kertelen Ribeiro de Zwingli’s Belief in the Blessed Virgin Mary’s Sinlessness
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